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CAMPANHA REVISTA NAIPE - IMUNIZAR - NÃO REPASSE ESSE VIRAL!
quinta-feira, novembro 03 2011 - 05:40

A Revista Naipe e a Imunizar Vacinas estão em campanha para prevenção de infecção pelo vírus HPV.


A vacina quadrivalente está sendo comercializada nas unidades da Imunizar (ver postos de atendimento) pelo valor promocional de R$ 290,00 cada dose, podendo as três doses do esquema serem parceladas em até 8 vezes!


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Abaixo reproduzimos artigo do Dr. Edison Fedrizzi, médico e pesquisador da vacina contra HPV



Dr. Edison Natal Fedrizzi

Professor de Ginecologia e Obstetrícia da UFSC
Doutor em Ciências pela Escola Paulista de Medicina
Chefe do Centro de Pesquisa Clínica Projeto HPV do HU/UFSC


O Vírus

O HPV (Papilomavírus humano) é uma família de vírus com cerca de 200 tipos, sendo que em torno de 45 deles infectam a área genital e anal dos homens e mulheres. Entretanto, estes vírus apresentam comportamento e agressividade diferentes, sendo classificados em HPV oncogênico (podem desencadear doença pré-cancerosa e câncer) e os não oncogênicos (responsáveis pelas verrugas genitais ou condilomas acuminados). Eles são nomeados através de difetentes números. Por exemplo, dos HPV oncogênicos, os tipos 16 e 18 são os mais freqüentes e dos não oncogênicos, os tipos 6 e 11.

A infecção em números

A infecção pelo HPV é a doença sexualmente transmissível mais freqüente no mundo inteiro, com cerca de 630 milhões de casos por ano, mais da metade nas mulheres. Para o Brasil, estima-se que 10 milhões de homens e mulheres estejam infectados, surgindo 700 mil novos casos/ano, podendo ser considerada portanto, uma epidemia. Na população feminina geral, a prevalência da infecção HPV varia de 2 a 44%. Em um estudo realizado na UFSC, em Florianópolis, 25% das mulheres dos 15 aos 55 anos estão infectadas por este vírus.

Estima-se que pelo menos 50% dos indivíduos sexualmente ativos irão entrar em contato com o HPV em algum momento de suas vidas e que 80% das mulheres terão este contato até os 50 anos de idade. Mulheres virgens e mulheres que tem relações sexuais somente com mulheres também apresentam a infecção HPV em 8% nas primeiras e 20% nas segundas.

A probabilidade da transmissão do HPV por relação sexual varia de 5 a 100%, com uma média de 40%. A probabilidade de transmissão homem-mulher é estimada em 60%. A infecção tende a ser mais prolongada nas mulheres. Nos homens é de menor duração, com a maioria das infecções não mais detectadas após 1 ano.

Consequências das infecções

A transmissão do HPV é em 95% das vezes através da relação sexual. As lesões causadas por este vírus variam de acordo com o tipo viral. Os HPV não oncogênicos são responsáveis pelas verrugas na região genital, anal e oral, principalmente. Mundialmente, estima-se 32 milhões de casos novos de verrugas genitais a cada ano (Brasil, em torno de 1,9 milhão/ano), sendo a grande maioria associada aos HPV 6 (70% dos casos) e 11 (20% dos casos). Estas verrugas causam principalmente dor, desconforto, coceira e corrimento, mas também podem ser assintomáticas. Geralmente regridem até 2 anos. As verrugas não evoluem para câncer.

As lesões causadas pelos HPV oncogênicos são as pré-cancerosas (genital e anal em ambos os sexos) e são completamente assintomáticas, principalmente no colo uterino, até o momento do aparecimento do câncer. Cerca de 500 mil casos de câncer de colo uterino são diagnosticados no mundo. No Brasil são 20 mil casos/ano, sendo que a cada hora, um novo caso de câncer de colo uterino é diagnosticado e a cada 2 horas, uma mulher brasileira morre vítima desta doença.

Tratamento

O tratamento depende do tipo de lesão, sua localização e extensão. Lesões grandes são tratadas cirurgicamente, com retirada ou destruição (cauterização). Lesões menores podem se cauterizadas no consultório médico ou tratadas com cremes ou pomadas à base de podofilotoxina e imiquimod. Lesões muito pequenas ou a infecção latente são apenas observadas. As lesões HPV induzidas só aparecem quando nosso sistema imunológico está frágil. Portanto, bons hábitos de vida para melhorar nossa imunidade (alimentação com frutas e verduras, atividade física, dormir bem, evitar stress e não fumar) impedem que as lesões se manifestam e eliminam o vírus do nosso organismo (cura) mais rapidamente.

Medidas de Prevenção

Até o ano de 2006, a única forma de prevenção da infecção HPV era através do chamado “sexo seguro”, que consistia em usar o preservativo e diminuir o número de parceiros sexuais. Entretanto, a prevenção com estas medidas é parcial, uma vez que basta apenas uma relação sexual para que haja a contaminação e o preservativo protege em cerca de 60%. As mulheres podem prevenir o câncer do colo do útero através da realização do exame anual de Papanicolaou ou também chamado preventivo.

A forma mais eficaz de prevenção de uma doença é através da imunização. Há 5 anos foi aprovado no Brasil a vacina contra a infecção HPV. Atualmente temos no mercado duas vacinas contra este vírus, aplicadas em 3 doses num período de 6 meses. A vacina bivalente anti-HPV (contra os HPV 16 e 18) para prevenção do câncer e a quadrivalente anti-HPV (contra os HPV 6, 11, 16 e 18) para prevenção do câncer e das verrugas genitais. Até o momento estas vacinas estão disponíveis apenas no setor privado. Os estudos tem mostrado uma eficácia na prevenção das lesões pré-cancerosas e câncer genital e anal em 90-100%, tanto em mulheres quanto em homens. Em maio deste ano, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), aprovou a utilização da vacina quadrivalente anti-HPV também para os homens. Este foi um grande passo para a luta contra esta doença.

A vacina é feita de uma parte do vírus (cápsula viral) em laboratório e não contém o DNA do vírus, sendo portanto impossível adquirir a infecção HPV com a utilização das vacinas. Os efeitos colaterais são mínimos e quando presentes, são os mesmos das outras vacinas já conhecidas (desconforto local, inchaço, vermelhidão, febrícola).

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kldeauzs
sexta-feira, janeiro 06 2012 - 03:20
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terça-feira, janeiro 03 2012 - 04:39
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